segunda-feira, 10 de abril de 2017

Quando a bomba de Flit colocava a família fora de casa

Final da década de 1950 e início da de 1960, quando a televisão ainda não aprisionava as pessoas dentro de casa e quando o verão fazia os pernilongos e mosquitos invadirem os lares, só tinha uma solução: a bomba de Flit, mas que dentro dela também se podia usar o Detefon. Claro que os pernilongos daquela época não tinham pedigree como hoje e que são conhecidos por Aedes Aegypt e que, a cada ano inovam, trazendo uma nova doença. Mas nas décadas acima mencionadas o pernilongo fazia morada dentro das casas e era necessário o uso da conhecida bomba de Flit – um produto produzido pela Esso – e que era mortal para este bichinho. Colocava-se o produto dentro da bomba e esguichava o mesmo por toda a casa. Em cada cômodo onde se espalhava o produto, trancava-se a porta até deixar o imóvel completamente fechado. Cheiro forte, tanto do Flit como do Detefon – dependendo da preferência do consumidor – era necessário abandonar o recinto pois era insuportável ficar ali. E lá ia a família para a calçada... Jantar era por volta das 18 ou no máximo 19 horas, ainda com sol aquecendo toda a cidade, louça lavada e guardada e o “mata pernilongo” espalhado por toda a casa. Neste instante, famílias inteiras na calçada, com ruas sem movimento e a criançada brincando sem se preocupar com atropelamento. O máximo que aconteceria era passar uma bicicleta. E as brincadeiras variavam: pega-pega, pega-esconde, lenço atrás, “mãe da rua”, passa anel, lenço atrás, queimada, e não haviam brigas! O efeito da bombinha de inseticidas demorava 20 minutos a meia hora. Depois disso, alguém abria a casa para o cheiro ir embora e, quando o sol desaparecia e a lua já marcava presença, era hora de acabar a brincadeira. Mais uma rodada, para não perder o costume e eu já via meu pai entrando rapidamente para ouvir o “Repórter Esso” na rádio e ir dormir. Afinal, no dia seguinte quatro e meia da madrugada ele já pegava a marmita e seguia para a estrada de ferro, onde passava parte do dia e onde trabalhou durante 35 anos.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Amigos não vão embora, ficam no coração!

Picôco Bárbaro era um destes amigos que você encontra sempre em festas. Não por ser um festeiro inveterado, mas porque fazia parte de seu trabalho de colunista social. Desde pequeno já ouvia falar dele. Não porque ele era muito mais velho, mas simplesmente porque estudava com meu irmão no Ginásio Divino Salvador no final dos anos de 1950 e início de 1960. Os dois faziam parte do GEDS – Grêmio Estudantil Divino Salvador – e, para comemorar seu lançamento, foi feita uma flâmula, com o nome de todos os participantes. E bem próximo ao nome de meu irmão Ademir, lá estava Picôco. Sim: naquele tempo Picôco já era Picôco. Aliás, ele sempre foi Picôco! Mas hoje pela manhã, ao abrir o facebook me deparei com uma surpresa: o face me avisava que minha amizade com Picôco completava 6 anos e sugeria um “Feliz aniversário de amizade!” Não sei porque mas neste momento senti que algo havia acontecido e, ao rolar a página do face, a primeira notícia já dizia que o sorriso de Picôco não existia mais, que o “viva a vida”, como ele costumava dizer e que acabou virando livro para imortalizá-lo, não seria mais escrita ou pronunciada por ele, que sua voz, na maioria das vezes rouca, havia silenciado. Passou rapidamente um filme pela minha cabeça para me lembrar de quantas vezes conversei com Picôco. Não foram muitas, mas na primeira metade da década de 1970 um grupo de estudantes e advogados da Ponte São João criaram uma página no Jornal da Cidade e falavam de poesia, de política – com moderação por conta do Regime Militar – e entre os colaboradores da página estavam Norival Roberto Sutti, Yuki e Picôco. Lembro disso porque era eu quem diagramava a página e conversava sempre com eles. Mais de 30 anos depois é que nos vimos de novo e agora com mais frequência. Ele, porque assumia a coluna social do Bom Dia, e eu porque estava no comando do JJ e em eventos profissionais trocávamos apertos de mão. E foi há pouco mais de dois anos que começamos a fazer parte do site Jundiaqui, criado por ele e por Edu Cerioni. Eu era mais um dos colaboradores do site que conquistou a cidade. Num evento social, há algum tempo, trocamos um aperto de mão pela última vez. Antes do aperto de mão, apareceu o sorriso de Picôco, depois veio o abraço e uma frase que me marcou. Picôco me disse “gosto muito do que escreve e do jeito que escreve!” Isso me deixou sem ação, mas tiver força de dizer um “muito obrigado” e retribuir o sorriso! Sei que a partir de agora seu sorriso não vai mais aparecer por aqui, que sua voz não vai mais ecoar nos locais de festa, que seu aperto de mão não vai mais aquecer a do outro. Mas sei que ele não vai desaparecer! Afinal, amigos não morrem, não partem, não se despedem. Amigos fazem morada em nosso coração! Obrigado Picôco por me permitir fazer parte do seu círculo de amizade.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

A sesta de domingo

Conheci Francisco Dias quando ainda não era “Tio Chico”. E isso foi lá pelos anos de 1960, imagino. Data e fato, claro, minha memória não registra mais, mas sei que foi na rua Marrocos, onde passei muitas tardes de domingo quando meus pais iam visitar meu avô que morava ali. Lembro-me do ocorrido neste domingo, porque, como criança, ainda não tinha presenciado tal fato. Imagino que tenha sido o almoço de noivado de meu tio Geraldo e minha tia Edith. Acho que não era de minha tia Teresa e o tio Chico porque ele é o personagem central do que registro aqui. O fato é que após o almoço do domingo o futuro Tio Chico sumiu das rodinhas de bate-papo: uma formada pelas mulheres, outra pelos homens e, espalhados pela casa, pelo quintal e pela rua, estavam as crianças. Dei falta dele porque era a primeira vez que o via e como toda criança curiosa ou já com o “sangue” de jornalista nas veias, disposto a desvendar mistérios ou a registrar fatos, sai à sua procura. Como as rodinhas dos adultos eram na sala e na cozinha, já que não havia televisão, fui procurá-lo no quintal, receoso de que tivesse ido embora ou dar uma volta pelas ruas sem movimento. Encontrei-o deitado num banco, cochilando. Confesso que levei um susto, porque o tinha como um homem forte, saudável e, vendo-o cochilar ou dormir literalmente, pensei que não estivesse passando bem. Recuei até a cozinha – afinal cozinha é sempre o ponto de encontro de mulheres – e cochichei com minha mãe, perguntando se ele não estava bem de saúde. Minha mãe sorriu e, aproveitando que minha tia Teresa estava ao seu lado, “entregou” a ela o que lhe contara. Tia Teresa foi mais clara do que minha mãe: gargalhou e disse que ele estava só cochilando, descansando, “tirando uma sesta”. Não me lembrava de ter visto meu pai fazer isso, até porque durante a semana ele trabalhava e, geralmente aos domingos, acabávamos de almoçar e íamos para a rua Marrocos visitar o único avô vivo que tínhamos. Foram poucos os encontros de almoço como este na casa de meu avô, mas confesso que a sesta de meu tio Chico marcou minha memória de criança como um fato que nunca tinha presenciado. Hoje me lembrei dele, de meu tio Chico que partiu há alguns anos, assim como tia Teresa. Não sei por que, mas me lembrei dele, talvez porque, após o almoço tirei uma sesta, aproveitando a vida de aposentado. E ao me deitar passou pela minha memória o filme que acabei de relatar acima. Confesso que virei do outro lado e não consegui cochilar. Acho que era hora de retomar a vida...

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

A matraca da praia

Você já deve ter ouvido falar em matraca: aquela pessoa que fala, fala, fala e fala! Fica “martelando” ao seu ouvido. Mas matraca também é uma peça de madeira com uma plaqueta que se agita fazendo barulho. Peça muito usada, para os católicos, nas cerimônias religiosas de quinta e sexta-feira santas. Agora, matraca na praia é... vamos dizer... um barulho infernal! Até porque, se não bastasse a gritaria dos ambulantes, lá vem a matraca, na base do tec-tec-tec-tec-tec... tec-tec-tec-tec-tec..., diferente do tec...tec...tec...tec... da matraca na procissão de Sexta-feira Santa, substituindo a sineta. E na praia, as coisas acontecem assim: vem o vendedor de sorvete, o da raspadinha, o garoto jogando amendoim em cima de você, além da família que monta uma barraca e traz um som com aquelas músicas que é uma falta de gosto total! E blá-blá-blá daqui, blá-blá-blá dali... Se o passeio pela praia ocorre na semana entre o Natal e o Ano Novo, dá-lhe vendedores dos cartões da Mega-Sena. O curioso é que cada vendedor oferece um valor para o prêmio. Basta escolher o que paga mais... E dá-lhe do tec-tec-tec-tec-tec... tec-tec-tec-tec-tec... É o garoto vendendo biju. Não diz uma palavra, mas a matraca mistura seu tec-tec com a música do som da família que, em meia hora já consumiu dez garrafinhas de cerveja e vai amontoando todas dentro da barraca. E aí... bem aí.... a maré sobe, como de costume, mas a impressão é que a família não sabia disso e desmonta a barraca ali para montar mais pra cima, tentando fugir da água – como se ir à praia significava não se molhar! O problema são as garrafas que se quebram com a mudança de local. Mulher reclama do marido e o garoto da matraca se oferece para ajudar, mas se afasta ao ver os cacos de vidro espalhados pelo chão. E lá vai o som da matraca se afastando. Mas o bom é enfrentar o sol, molhar o corpo e sentir o gosto da água salgada para depois saborear uma cerveja. Mesmo que por perto esteja a matraca da praia!

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

O uniforme da cruzadinha

Primeiro domingo ou primeira quinta-feira do mês era sempre assim: meninos de terno azul marinho – calça curta – camisa branca e gravatinha borboleta. Mas tinha que ser gravatinha borboleta! Meninas: vestido branco e boina da mesma cor. Todos de meias três quartos! Isso era vivido no final da década de 1950 e toda década de 1960 na Igreja Matriz de Vila Arens e pelas crianças que pertenciam à Cruzada Eucarística Infantil, comandada pelo Padre Hugo de Souza Ribeiro. No domingo padre Hugo comandava a reunião geral. Participávamos - como de costume - da missa das crianças que era celebrada às 7h30 e terminava exatamente uma hora depois, respondíamos chamada e íamos para casa, tomar café e retornar para a reunião que começava às 10 horas. Nos demais domingos, a missa era no mesmo horário e, em seguida, as reuniões de catequese com catequistas específicas, dependendo da fita usada: simpatizante, aspirante ou cruzado: todas amarelas! Havia ainda o simpatizante – quem não fizera a primeira comunhão – e os apóstolos – fita mais larga, mas que poucos chegavam até a função. Somente um chegou a ter a fita de presidente na minha época: Era o Roberto Luiz Batista: a fita era igual ao do apóstolo, mas tinha o símbolo do papa desenhado nela. As fitas eram transversais, o que fazia as crianças ficarem, a todo instante, puxando a ponta. A reunião geral terminava por volta das 11 horas, com uma série de avisos do mês, leitura de ata, e orientações sempre dadas pelo padre Hugo. Terminada a reunião seguíamos para a igreja onde fazíamos uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento. Cansados, com fome, suando, muitas vezes por causa do calor, mas suportávamos tudo com alegria. Ao final, por volta da meio-dia, saíamos da igreja cantando: “Somos pequenos da Cruzada...” Na porta da igreja éramos dispensados e corríamos para casa almoçar. Isso porque, as 14 horas havia matinê no Cine Vila Arens e o padre Hugo distribuía ingressos para assistirmos ao filme. Era uma alegria só encontrar parte do grupo no cinema: afinal, ganhava o ingresso apenas os mais comportados ou aqueles que não tinham faltas. Na primeira quinta-feira havia apenas a hora santa. Mas ela começava as 19 horas e terminava uma hora depois. Fazíamos este horário juntamente com as senhoras do Apostolado da Oração, senhoras que usavam uma fita vermelha no pescoço! Havia assim um contraste enorme na igreja: estas mulheres, todas vestidas de preto, inclusive com véu da mesma cor, e do outro lado as crianças, sem esquecer que as meninas estava vestidas de branco. Passou o tempo, os uniformes foram substituídos por roupas normal, as celebrações noturnas desapareceram por conta dos riscos de segurança e, por fim, o grupo de crianças, que chegou a mudar de nome no início dos anos 1970 para Juventude Cristã em Marcha, até desaparecer de vez. Ainda hoje vejo na igreja senhoras do Apostolado da Oração e acredito que o que disse agora não desapareceu de vez, pois ficou marcado em minha memória. E toda vez que vejo estas senhoras na igreja, não posso deixar de cantar baixinho, como se a infância nunca tivesse passado: “somos pequenos da Cruzada...!”

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Voltando ao passado

Passei hoje pela rua Marrocos, no Jardim Bonfiglioli, e voltei no tempo! Claro que do meu jeito, da minha maneira, mas voltei. Consegui! Parei diante da casa onde morou meu avô José Monarolo e analisei as diferenças. Confesso que, quase 60 anos depois, vi poucas mudanças: a fachada da casa é a mesma, apenas construíram uma garagem para acomodar um carro que naquele tempo não era preciso. Não sei quem mora ali, mas vi que o corredor, que levava ao fundo do quintal praticamente nada mudou. Talvez trocaram o piso, mas vi que o acesso à cozinha, que tinha degraus, hoje não existe mais. A pintura, claro, também mudou. Mas percebi que a garagem quebrou a beleza natural. E voltei a olhar o corredor e vi o fundo do quintal onde antes havia uma cerca de bambu dividindo o local com um terreno baldio. E me lembrei do pé de amora onde subíamos para colher fruta e contar histórias um para outro. Minha memória mostrou ali o forno a lenha onde minha tia Teresa fazia pão. E surgiram em minha memória meus primos Araci, Egle, Edson, José Carlos, Sonia, Adilson, e ainda meus irmãos Ademir, Ana e Osmar. Antonio e Alberto, mais novos, pouco curtiram o local... E me lembrei da rua de terra, com buracos infindáveis e o barranco que havia em frente, hoje cheio de residências. E ri das brincadeiras que passaram por minha cabeça naquele instante e, meio sem graça, dei voltas num carro estacionado, como que brincando de pega-pega. Lembrei também do “esconde lenço” do “passa anel”, da “mãe da rua” e do pega-esconde que era minha brincadeira preferida, pois meus esconderijos não permitiam que me encontrassem. E subi correndo, quase sem fôlego, a rua em frente à casa de meu avô que era o barranco onde, também, brincávamos de “mocinho e bandido” e as armas de fogo eram o dedo indicador. E percebi um garoto no portão, olhando para o celular que tinha na mão e cruzou seus olhos com os meus e entrou correndo para casa. Ri, ao imaginar que fosse chamar a mãe para dizer que havia um louco ali em frente, correndo e pulando guias e sarjetas como se fossem os buracos da década de 1950. E desci rapidamente para a rua Marrocos, novamente, e parei antes de ser atropelado por um carro que vinha como louco – talvez mais do que eu – em busca de seu trabalho e do seu dinheiro. E ri da inocência de mais de 50 anos passados quando ter carro não era importante e correr nada mais era do que brincar de pega-pega. E desci até a rua Pirapora e me lembrei que carros não passavam por ali e agora um semáforo registrava um volume de, pelo menos, dez automóveis ali parados. E decidi, pela última vez, subir até onde morara meu avô e que fora o ponto de encontro meu, de meus irmãos e de meus primos num tempo que nunca mais volta. Parei em frente ao portão, recordei meu avô sentado junto à porta da sala, preparando seu cigarro de palha. Lembrei-me de seu chapéu marrom que escondia sua calvície e percebi que duas lágrimas estacionaram em meus olhos, querendo escorrer. Respirei fundo, dei meia volta e quis voltar à realidade. Mas as lágrimas não permitiram e deram as mãos com outras e mais outras e desceram pelo meu rosto, ao tempo em que buscava a outra rua, de outro tempo, de quase 60 anos depois...

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Chega ao fim a alegria de Valter Tozetto Júnior!

Ninguém pode dizer que não era assim: sorriso permanente e uma vontade incrível de viver! Conheci Valter Tozetto Júnior na redação, no laboratório, nos corredores do Jornal de Jundiaí. Sempre brincando com os colegas de trabalho, Valtinho – chamado assim por todos -, estava sempre disponível para o trabalho: máquina fotográfica em punho, mochila com equipamentos no ombro e lá ia ele em busca de notícias. Foram alguns anos de convivência na redação do jornal, até porque aposentei e deixei o emprego, mas me lembro de sua atenção e cuidado na hora da escolha de fotos para a capa. Foi sempre que me indicava a melhor que fizera! Eu argumentava que era difícil escolher a melhor, pois todas eram perfeitas e ele sorria, balbuciava um “obrigado chefe!” e se afastava sorridente, sabendo que a foto que indicara estaria na primeira página do jornal no dia seguinte. Interessante é que sempre vinha agradecer a publicação. E o agradecimento vinha acompanhado do sorriso de quem tinha certeza de que fizera o melhor! Como disse, conheci Valtinho na redação – pois era ali que ele passava em busca de pautas. Disse que o conheci no laboratório, pois era ali que definíamos sua foto para a capa do jornal. Disse que o conheci nos corredores do Jornal de Jundiaí porque era ali que ele passava cantando. E sua música preferida era sempre “Sandra Rosa Madalena”. Foram muitas as vezes em que colocou a mão no meu ombro e me fez cantar com ele o refrão desta melodia. Ríamos juntos, ele seguia para o laboratório e eu voltava para a redação. Depois da separação profissional, nos encontramos algumas vezes em algum evento ou até mesmo em casamento de amigos que ele era o fotógrafo oficial. A última vez que o vi foi em 2012. A doença já deixara marcas em seu rosto. O sorriso constante tinha uma marca de dor, mas ele seguia em frente, sempre espantando o que atrapalhava sua alegria de viver. Não tenho dúvidas de que as chuvas deste final de semana eram as lágrimas de Deus chorando a dor deste jovem fotógrafo e cantor. E como todo bom pai, Deus o tomou em seus braços para lhe dar conforto e aliviar seu sofrimento. Foram muitas as lágrimas de Deus que rolaram e se juntaram às de centenas de amigos que sentiram a grande perda. Valtinho se foi. Partiu! Não disse adeus a cada um dos amigos, pois eram muitos e o tempo de despedida era curto. E o fotógrafo silenciou o clique! E o cantor desligou o microfone para sempre! “Sandra Rosa Madalena” que ainda ecoa no meu ouvido e o sorriso do jovem fotógrafo correndo de lado a outro para registrar a notícia colocam o ponto final na vida de um profissional cheio de vontade de viver, mas que a dor o transportou para a paz eterna!